ISÓTOPOS E ISÓBAROS
uma forma divertida de descrição

Certamente todos nós já aprendemos um dia que:
"isóbaros - são átomos com mesmo número de massa" (correto),
"isótonos - são átomos com mesmo número de nêutrons" (também correto),
"isótopos - são átomos com mesmo número de prótons" (historicamente errado).

É bem verdade que os isótopos realmente possuem o mesmo número de prótons, mas o conceito e a palavra   isótopo      (do latim "mesmo lugar") não significavam átomos com igualdade de prótons.

A história toda começou com a organização dos elementos conhecidos nas primeiras formas de organização do que chamamos hoje de tabela periódica.

Dimitri Ivanovitch Mendeleyev organizou os elementos de forma a colocá-los horizontalmente em ordem crescente de massa (sua única falha), e verticalmente com propriedades semelhantes (muito aproximado da nossa tabela atual).

Ele observou que em alguns casos, dois elementos deveriam ter sua posição horizontalmente alterada (o mais pesado primeiro) para que suas propriedades pudessem coincidir com as colunas correspondentes.

Após este trabalho, cada quadrículo (casinha) desta "tabela" foi numerada de forma crescente onde o mais leve seria o número 1 (hidrogênio) e assim por diante, respeitado, é claro, aquelas estratégicas inversões que permaneciam sem explicação e respeitando também algumas lacunas que foram bastante para ajudar Mendeleyev a fazer previsões bastante precisas de elementos ainda a serem descobertos.

Este tal número que cada elemento ganhou, foi chamado de número atômico (hoje o nosso amigo "z"). E quando dois átomos eram representados no mesmo quadrículo, por serem do mesmo elemento, eles eram classificados como isótopos (mesmo lugar na tabela periódica) e possuíam o mesmo número atômico. Observe que nenhuma relação é feita com o próton. Mais tarde, o problema daquelas estratégicas inversões seria então resolvido.

Henry Moseley descobrira que a carga positiva no núcleo (ou seja, o número de prótons) mantinha uma relação com a seqüência atômica de Mendeleyev e estaria então definido que o número atômico, da seqüência de Mendeleyev, coincidia com o número de prótons no núcleo (incluindo as famosas inversões), e foi daí então que nasceu a simplificação de se dizer que isótopos são átomos com mesmo número de prótons.

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