DROGAS
Drogas
Nome
genérico de substâncias químicas, naturais ou sintéticas que provocam
alterações psíquicas e podem causar danos físicos e psicológicos a seu
consumidor. O uso constante pode provocar mudanças de comportamento e causar
dependência. Na dependência psíquica, há um desejo compulsivo de usar a
droga regularmente, por seus efeitos psicotrópicos. Na física, o usuário
apresenta problemas orgânicos decorrentes da falta da substância. O consumo
excessivo de algumas drogas – a overdose – pode levar à morte.
Maconha
– Conhecida também como marijuana, é obtida das folhas e flores secas da
planta Cannabis sativa. Consumida na forma de cigarro, é a droga ilegal mais
usada no mundo. Das extremidades da Cannabis sativa é obtido o haxixe, também
consumido como cigarro. A substância psicoativa da maconha e do haxixe é o
delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). A maconha e o haxixe têm um teor de até 8%
de THC, mas alguns tipos mais potentes de maconha, como o skunk, possuem até
33% de THC. Seus efeitos são relaxamento, hipersensibilização, sensação de
bem-estar, fome, aceleração dos batimentos cardíacos, secura da boca e olhos
avermelhados. Em doses elevadas, pode provocar alterações sensoriais,
alucinações, delírios e agressividade. Entre as reações adversas estão
ansiedade aguda, calafrios e pânico. O uso constante pode levar à redução da
memória, distúrbios hormonais, dificuldade de concentração e aprendizado,
perda de motivação, diminuição da libido e esterilidade temporária.
Cocaína
– Substância natural obtida a partir do tratamento químico, em laboratório,
das folhas da Erytroxylum coca. Chega até o consumidor em forma de sal (cloridrato
de cocaína), pedra (crack) ou pasta. Geralmente, é vendida como um pó branco
que pode ser aspirado ou dissolvido em água para uso endovenoso. Seus efeitos
iniciais são euforia, desinibição, falta de apetite, aumento do humor e da
libido e sensação de poder. O uso contínuo pode causar quadro paranóico,
irritabilidade e agressividade. Pode elevar a pressão arterial, provocar
taquicardia e levar à parada cardíaca, o que em geral acontece nos casos de
overdose. O uso crônico lesa o septo nasal e causa degeneração dos músculos
esqueléticos.
Crack
– Derivado da cocaína, é comercializado na
forma de pequenas pedras, que se volatilizam quando aquecidas. Inalado ou fumado
em cachimbos, é absorvido imediatamente pelos vasos sanguíneos . Estimula o
cérebro e provoca euforia e sensação de onipotência. Há dilatação da
pupila, aumento da percepção, do ritmo da respiração e dos batimentos
cardíacos. O consumo regular pode levar à dependência em cerca de três
meses. Os efeitos negativos são irritabilidade, delírios, alucinações,
aumento de temperatura e pressão arterial, convulsões, problemas
respiratórios e cardíacos. Também ocasiona perda de peso, problemas com a
visão e dificuldade para dormir.
Ecstasy
(MDMA) – A Metileno-Dioxo-Meta-Anfetamina (MDMA)
é conhecida pelo nome de Ecstasy. Alucinógeno sintético, costuma ser
apresentado sob forma de tablete, cápsula ou em papel impregnado com a
substância. Difundida a partir do final dos anos 80, é chamada, de início,
"droga do amor", por estimular a libido.
As
anfetaminas são estimulantes que causam euforia e desinibição. O MDMA, uma
anfetamina modificada, combina a ação estimulante a efeitos alucinógenos. Age
diretamente na ligação entre os neurônios e os resultados são sentidos de 20
a 60 minutos depois de ingerida. Pode provocar uma sensação de intensa euforia
e causar ansiedade, delírios, alucinações visuais e auditivas. Altera também
o senso de percepção e avaliação da realidade. O aumento dos batimentos
cardíacos pode levar à parada cardíaca. Há desidratação – o metabolismo
acelerado eleva a temperatura do corpo (hipertermia) para até 42°C – e o
usuário pode morrer devido ao excesso de consumo d’água. O uso prolongado
pode danificar o fígado, o coração e o cérebro.
Ópio
– Há 5 mil anos consumido pelos sumérios, é um látex obtido a partir da
Papoula somniferum . Aquecido e inalado, provoca euforia, seguida de sono. O
excesso pode causar parada respiratória, colapso circulatório e levar à
morte.
Morfina
– É o primeiro derivado do ópio produzido em laboratório (l803), com o
objetivo de atenuar dores fortes. Injetada, provoca torpor e uma sensação de
euforia. Sua overdose leva à morte por parada respiratória.
Heroína
– Criada em laboratório (1898) a partir do ópio. A substância básica é a
diacetilmorfina, que é três vezes mais potente que a morfina e induz mais à
dependência. Geralmente injetada, também pode ser aspirada ou fumada. Modera
as emoções, altera o humor e provoca sensação temporária de bem-estar e
sonolência. A falta da droga causa diarréias, náuseas, vômitos fortes e pode
levar à morte por desidratação.
Ácido
Lisérgico (LSD) – Substância sintética que
produz efeitos semelhantes aos das plantas alucinógenas. Provoca distorções
sensoriais e pode causar angústia e pânico. Seus efeitos são aceleração dos
batimentos cardíacos,
aumento da transpiração e dilatação da pupila. O risco maior não está na
toxicidade da substância, mas na sensação de onipotência que provoca, que
faz o usuário perder o senso de perigo.
Cola
de sapateiro e lança-perfume – Drogas inalantes que possuem substâncias
classificadas como solventes. O tolueno é o ingrediente ativo da cola. Tem
efeito similar ao do álcool: provoca euforia, perda da coordenação motora e,
no extremo, vômito e coma. O principal ingrediente do lança-perfume é o
éter. A substância deprime o sistema nervoso central, podendo provocar
desmaio, enfarte e gastrite.
Os inalantes têm propriedades anestésicas e tranqüilizantes, mas podem produzir euforia. Em alguns casos causam dificuldade para falar e perda do equilíbrio. Se usados por período prolongado, podem causar problemas no sistema nervoso, fígado e coração.
Álcool
UM
LÍQUIDO SEDUTOR.
Ficha Técnica
NOME:
Álcool etílico.
CLASSIFICAÇÃO:
Depressor do sistema nervoso central.
DE ONDE SE EXTRAI:
O álcool é resultado da ação de bactérias (fermentação) sobre açúcares
presentes no mel, em cereais e em algumas frutas.
ORIGEM:
Mundial. Os fermentados surgiram na Pré-História. Existem registros da
fabricação de cerveja no Egito que datam de 3.500 a.C. Os destilados já eram
fabricados na Índia há quase 3.000 anos.
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LEGAL E PERIGOSO!
Quase não existe restrição para o consumo de álcool. Mas essa substância
também é droga. E causa um estrago terrível.
O Brasil sofre o paradoxo das drogas legalizadas. Maconha é crime, mas cigarros
podem ser facilmente comprados nos supermercados. Tranqüilizantes precisam de
receita médica, embora qualquer um possa relaxar com o Álcool na festinha de
batizado. Álcool e fumo são consumidos no Brasil com facilidade banidas nos
países desenvolvidos. O efeito dessa liberalidade é devastador. As drogas
legais viciam, causam doenças, separam famílias e constituem graves problemas
sociais e de saúde pública.
ÁLCOOL - UM LIQUIDO SEDUTOR E CORROSIVO.
O álcool é uma droga tão antiga e poderosa que tem até um deus mitológico:
"DIONISIO para os gregos, BACO para os romanos." O líquido-síntese
da água e do fogo, celebrado pelos poetas, boêmios e escritores românticos,
remonta a milhares de anos antes de Cristo. É a droga mais devastadora da
humanidade, uma sereia que seduz e em seguida afoga suas vítimas.
Beber pode ser agradável sem prejudicar a saúde. O primeiro efeito é o
bem-estar. Um drinque entorna alegria, desinibição, segurança. O álcool é
uma substância que ultrapassa facilmente as membranas celulares e em minutos
encharca todos os órgãos e tecidos. Mesmo o cérebro, protegido por filtros
bioquímicos, é imediatamente invadido. Com uma dose, o fluxo sangüinio
aumenta, o coração acelera e há uma melhoria dos reflexos. A memória e a
concentração ficam mais aguçadas. A maioria das pessoas fecha a garrafa nessa
fase, mas 10% dos que bebem seguem em frente, e de estimulante o álcool passa a
depressivo, de recreação torna-se doença. Os principais órgãos adaptam-se
à devastação da bebida e pervertem suas funções originais. O fígado, que
converte o álcool num produto ainda mais tóxico, o acetalideído, fica escravo
da bebida e acaba negligenciando o metabolismo dos alimentos, o que leva ao
acúmulo de toxinas e de gorduras no sangue.
OS LIMITES PARA QUEM QUER BEBER SEM ABUSAR
Ao contrário das drogas legalmente proibidas, o álcool comporta uma
"margem de segurança"
entre
a sobriedade e a embriaguez. Um adulto dificilmente fica bêbado com um copo de
cerveja, mas duas ou três tragadas de maconha costumam alterar a cabeça de
muita gente. Os médicos consideram moderado um consumo de até 40 gramas de
álcool. Para saber quantas gramas você engole, faça a seguinte conta: 'volume
de bebida consumida (em mililitros) x o teor alcoólico x 0,8. Em seguida,
divida o resultado por 100.
VEJA O LIMITE DO CONSUMO MODERADO DE ALGUMAS
BEBIDAS. O CÁLCULO, APROXIMADO, VALE PARA UM ADULTO COM 70 QUILOS.
CERVEJA(uma garrafa de 750 mililitros) = VERMUTE(duas doses) = VINHO(três
cálices) = DESTILADOS(uísque, vodca, cachaça - uma dose cada).
SINTOMAS QUE IDENTIFICAM UM ALCOÓLATRA
As sensações entre o último e o próximo gole determinam se uma pessoa tem
uma doença grave e universal, catalogada pela Organização Mundial da Saúde
como alcoolismo. No ano de 1997 os hospitais brasileiros registraram 80.000
internações motivadas pela bebida. Existem mais de 15.000.000 de alcoólatras
no país. Dos dependentes internados em clínicas, 70% voltam a beber.
A maioria das vítimas se recusam a admitir o problema. Garantem que "bebem
socialmente" e podem parar quando quiserem. É delírio de bêbado. O mal
não é uma fraqueza moral e sim uma enfermidade crônica, que, de trago em
trago, devasta a mente e o corpo. É ou está se tornando alcoólatra quem
consome álcool compulsivamente, acorda nervoso, com náuseas e melhora depois
de um trago, entorna antes do almoço, sente-se mais seguro e apto depois de um
copo, ou esquece o que fez na bebedeira. Fatores hereditários, costumes sociais
e o estresse empurram os indivíduos para a bebida, e a freqüência e o volume
determinam a dependência. O álcool se torna o principal combustível físico e
espiritual do dependente. A maioria pode passar dias sem comer, nutrindo-se da
alta dose de energia da bebida. A sobriedade é um tormento. Se não beber, o
alcoólatra tem crise de abstinência. Altera-se, irritasse, ouve vozes, vê
bichos, sofre temores e até mesmo convulsões. Para essa doença só existe um
remédio conhecido: "A ABSTINÊNCIA TOTAL".
Tabagismo
TABAGISMO
- Sério Problema de Saúde Pública
O hábito de Fumar se expandiu grandemente desde a primeira guerra mundial,
generalizando-se ainda mais nas últimas quatro décadas. Esse fenômeno social,
hoje universal, vem ocupando a atenção de governos, dos órgãos
internacionais de saúde, instituições médicas e de educação.
As investigações experimentais, clínicas e epidemiológicas, divulgadas
através de milhares de publicações, relatórios oficiais, congressos
científicos etc., concordam unanimemente quanto aos prejuízos para a saúde
causada pelo uso do Tabaco. Este é incontestavelmente responsável pelo aumento
da prevalência do Câncer do Pulmão, da Bronquite Crônica, do Enfisema
Pulmonar e de Coronariopatias, assim como de outras doenças destacando-se,
Vasculopatias, Úlceras do Estômago e do Duodeno e Câncer da Língua, da
Faringe, do Esôfago e da Bexiga. Conseqüentemente os fumantes sofrem
mortalidade global maior que os Abstenios; ocorre então, nos primeiros, uma
diminuição da expectativa de vida média, tanto mais acentuada quanto mais
cedo se começa a Fumar. Também está comprovado ser o Fumo do Tabaco, inalado
durante a Gravidez, causador de maior incidência de Aborto, Prematuridade,
Natimortalidade e Mortalidade Neonatal
A
gravidade do problema se reflete no fato alarmante de milhões de vidas afetadas
anualmente em conseqüência do Tabagismo. Em 1965 ouve a ocorrência só nos
Estados Unidos de 365.000 mortes devidas ao Tabagismo, ou seja, 1,4 Óbitos por
minuto.
Os governos mundiais já tomaram consciência do problema, promulgando leis de
combate ao Tabagismo e desenvolvendo campanhas permanentes educativas e
restritivas de âmbito nacional. Muitas nações porém ainda não se decidiram
por tais medidas.
Na América Latina vem ocorrendo rápida difusão do hábito de fumar com as
conseqüências que os povos deste continente terão de arcar, como já arcaram
e pagam as nações mais adiantadas, se a triste lição destas não for
aproveitada; tornam-se pois urgentes medidas adequadas para coibir o abuso do
Tabaco. No Brasil, sobretudo no últimos anos, assistimos de braços cruzados à
PROPAGANDA MASSIFICANTE A FAVOR DO CONSUMO DO CIGARRO, visando conquistar
particularmente: OS ADOLESCENTES E JOVENS ADULTOS. (ATE QUANDO??????)
Câncer
da BOCA!
Existem mais de 30 importantes estudos retrospectivos confirmando o Tabaco como
significante fator de risco do câncer do lábio, língua, cavidade bucal e
faringe. Mais ilustrativos ainda são os estudos prospectivos, acusando nos tabagistas
o aumento da incidência do câncer da boca da ordem
de
188% a 1,305%, em cotejo com os não-fumantes. As variações percentuais são
devidas às diferenças no consumo do tabaco e na ingerência de álcool.
Estudos vários conseguiram apurar os efeitos do fumo em indivíduos não
consumidores de álcool; existe nítida relação dose-resposta. Cinco dos
estudos prospectivos clássicos avaliaram a mortalidade por câncer oral segundo
a quantidade de cigarros consumidos: Por exemplo: nos médicos ingleses os
riscos relativos a mais em relação aos não-fumantes foram de 5.0 e 33.0 nos
consumidores respectivamente de 1 a 14 e 25 e mais cigarros por dia.
A associação de fumo com álcool exerce efeito multiplicativo, porque este
dissolve as substâncias cancerígenas facilitando sua absorção, estabelecendo
a ação sinérgica.
Nos homens fumantes a incidência desse câncer é mais elevada que nas mulheres
porque eles em geral consomem mais cigarros e mais álcool.
Trabalho de pesquisa desenvolvido por Andréa Catarina,
aluna da 7a. Série do
Colégio Maria Tereza - Recife - Pe